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Brasileira fica “presa” no Nepal após protestos fecharem aeroporto

Uma brasileira que está no Nepal a turismo relatou nas redes sociais que aguarda a reabertura de um aeroporto para conseguir sair do país, devido aos protestos que tomaram as ruas desde a última segunda-feira (8/9). Ao menos 19 pessoas morreram nos atos, segundo autoridades locais.

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Renata Bortolotti é de São Paulo e organizou uma viagem ao país com um grupo de sete mulheres. Elas desembarcaram na última sexta-feira (5/9) e fizeram um passeio para Bhaktapur, cidade vizinha à capital Katmandu, mas tiveram de esperar uma noite para voltar.

“Estamos no Nepal, de volta a Katmandu. Passamos a noite em Bhaktapur. Não tivemos como voltar ‘pra’ Kathmandu depois de um passeio ‘pq’ estava tudo fechado. Todas as estradas bloqueadas. A situação aqui no nosso hotel está normal. Mas no entorno queimaram muitas coisas”, escreveu Bortolotti.

O grupo tinha um voo marcado para Butão nesta quarta-feira (10/9), mas ainda aguarda a reabertura do aeroporto da capital. “Ainda estamos esperando atualizações sobre o nosso voo de saída do Nepal ‘pro’ Butão. O aeroporto está fechado até meio-dia de hoje”, disse a brasileira.

7 imagensJovens nepaleses realizam um protesto contra o governo em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025.Jovens nepaleses realizam um protesto contra o governo em CatmanduA polícia intervém enquanto jovens nepaleses realizam um protesto contra o governo em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025Milhares de manifestantes invadiram o prédio do parlamento federal em Catmandu, na capital, e provocaram incêndios no localUm manifestante exibe cartazes em desafio durante um protesto contra a corrupção e a proibição das redes sociais em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025.Fechar modal.1 de 7

Estudantes nepaleses em protesto entram em confronto com a polícia próximo ao prédio do Parlamento Federal em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025, desafiando a ordem de proibição enquanto protestam contra a proibição das redes sociais e a corrupção

Subaas Shrestha/NurPhoto via Getty Images2 de 7

Jovens nepaleses realizam um protesto contra o governo em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025.

Sunil Pradhan/Anadolu via Getty Images3 de 7

Jovens nepaleses realizam um protesto contra o governo em Catmandu

Sunil Pradhan/Anadolu via Getty Images4 de 7

A polícia intervém enquanto jovens nepaleses realizam um protesto contra o governo em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025

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Milhares de manifestantes invadiram o prédio do parlamento federal em Catmandu, na capital, e provocaram incêndios no local

Sanjit Pariyar/NurPhoto via Getty Images6 de 7

Um manifestante exibe cartazes em desafio durante um protesto contra a corrupção e a proibição das redes sociais em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025.

Subaas Shrestha/NurPhoto via Getty Images7 de 7

Ex-primeiro-ministro Jhala Nath Khanal

Narayan Maharjan/NurPhoto via Getty Images

Ela relatou que passou a última noite em uma casa de hóspedes e ouviu bombas de gás e protestos. “Vivemos momentos de medo, mas estivemos amparadas e seguras dentro de um guesthouse. É triste demais ver o que aconteceu, pelas vidas perdidas, pelos familiares e pelo clima no país.”

Manifestações no Nepal

  • Manifestantes instauraram o caos em Katmandu, capital do Nepal, após provocarem incêndios pela cidade, nessa terça-feira (9/9). Os protestos começaram em razão da revolta contra a corrupção do governo e se agravaram depois que 19 jovens foram mortos a tiros pelas forças de segurança durante confrontos.
  • Pneus de carros também foram queimados nas ruas, enquanto a polícia de choque foi atacada com pedras, segundo o The Guardian.
  • Uma das manifestações foi nomeada “Geração Z” contra a decisão de proibir sites como Facebook, WhatsApp, YouTube e X.
  • Os manifestantes invadiram o prédio do Parlamento federal e provocaram incêndios no local. A casa do primeiro-ministro, KP Sharma Oli também foi incendiada. Ele renunciou ao cargo nessa terça-feira.
  • A esposa do ex-primeiro-ministro do Nepal, Jhala Nath Khanal, morreu após manifestantes incendiarem a residência do político.

 



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