Viralizou no DF

Precatórios: advogado do DF fez 41 saques e aliciou bancários da Caixa

A coluna apurou que um dos principais investigados na Operação Hybris II, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (22/8), é um advogado do Distrito Federal, responsável por fazer saques fraudulentos e por aliciar pelo menos cinco empregados da Caixa Econômica Federal, lotados em Brasília. A ação tem objetivo de desarticular um esquema criminoso responsável por fraudes milionárias em precatórios judiciais no Distrito Federal e no Maranhão.

As apurações começaram em fevereiro deste ano, quando o advogado foi preso em flagrante ao tentar sacar valores de precatórios utilizando uma procuração falsa. A partir desse episódio, a PF identificou um esquema altamente estruturado, que já havia realizado 41 saques fraudulentos e três tentativas frustradas, causando um prejuízo superior a R$ 3,5 milhões.

Leia também
  • Mirelle Pinheiro

    Advogados são afastados por fraude de R$ 3,5 mi com precatórios no DF
  • Mirelle Pinheiro

    PF desmonta fraude de R$ 3,5 milhões em precatórios no DF e MA
  • Mirelle Pinheiro

    Caixa tem funcionários afastados por fraude de R$ 3,5 mi em precatório
  • Mirelle Pinheiro

    Quadrilha de funcionários da Caixa aplicava fraudes há mais de 20 anos

Segundo a investigação, o advogado não agiu sozinho. Cinco empregados da Caixa Econômica Federal foram cooptados para facilitar o acesso aos valores. Eles atuavam internamente para viabilizar os saques irregulares.

Além disso, outros seis advogados, no Maranhão, foram identificados pela PF utilizando o mesmo modus operandi para a liberação fraudulenta de precatórios.

A Operação Hybris II cumpriu nove mandados de busca e apreensão em residências de investigados e em um escritório de advocacia, além da suspensão do exercício da advocacia e do afastamento de função pública dos envolvidos.

Os investigados responderão por estelionato qualificado contra instituição financeira; falsificação de documentos e falsidade ideológica; inserção de dados falsos em sistema da instituição financeira, uso de documento falso; e organização criminosa.

As investigações continuam para identificar outros possíveis beneficiários do esquema e rastrear o destino dos valores desviados.

Créditos da Matéria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *