As partidas da Copa do Mundo aproximam as pessoas. E, muitas vezes, esses encontros costumam vir acompanhados de bebidas alcoólicas. Apesar …
Entre 2016 e 2025, o álcool foi responsável por mais da metade das ocorrências de intoxicação (52%) por abuso de substâncias no Distrito Federal. Esse cenário aponta uma outra camada: o aumento do consumo abusivo dessas bebidas entre os moradores da capital.
O excesso foi maior entre pessoas do sexo masculino, com menor índice em 2020 (30,8%) e 2021 (29,7%), período da pandemia, alcançando 31,9% em 2023. Entre o público feminino, o número de 2023 chegou a 20,5%. A média nacional é de 25,7%.
Impactos para a saúde
O consumo excessivo de álcool traz diferentes prejuízos à saúde, atingindo desde o sistema digestivo até o circulatório. Os principais riscos são: inflamação do pâncreas, lesões no fígado, descontrole dos níveis de glicose no sangue e aumento da probabilidade de desenvolver hipertensão, arritmias, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto.
De acordo com o Ministério da Saúde, não existe padrão de consumo de álcool seguro ou livre de riscos. Quando o uso dessas bebidas assume um papel de destaque na vida do indivíduo, pode-se estar diante de um quadro de alcoolismo.
“O Ministério da Saúde aponta, ainda, que dirigir sob a influência de álcool é fator de risco para 27% de todos os acidentes rodoviários, o que afeta não apenas a pessoa que ingeriu a bebida, mas também outros motoristas, passageiros e pedestres”, reforça a enfermeira da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde (GVDANT), Melquia da Cunha Lima.
Como diminuir os riscos
Embora a forma mais segura de evitar danos relacionados ao álcool seja não consumir a bebida, algumas medidas podem reduzir os efeitos imediatos para quem optar pelo consumo.
“Quando falamos em uso moderado, a orientação é espaçar a ingestão e consumir o álcool em pequenas quantidades, sempre bebendo devagar e intercalando com água ou outras opções não alcoólicas. Hidratação e alimentação são fundamentais”, explica a referência técnica de Medicina de Família e Comunidade da SES-DF, Camila Damasceno.
A especialista também alerta para os sinais que indicam necessidade de atendimento médico. “É preciso buscar ajuda quando a pessoa não conseguir parar de vomitar, perder ou apresentar episódios de rebaixamento do nível de consciência (prostração severa e dificuldade para responder a estímulos).”
*Com informações da SES-DF
